A queda do youtuber e influenciador mais bem pago do mundo

Será que PewDiePie vai parar de lucrar depois da polêmica?

Será que PewDiePie vai parar de lucrar depois da polêmica?

Reprodução/BBC Brasil

PewDiePie é o youtuber mais famoso do mundo, seu canal conta com mais de 53 milhões de inscritos no serviço de vídeos do Google. Segundo estimativas, o sueco de 27 anos Felix Kjellberg já ganhou mais de US$ 124 milhões desde que começou seu canal em 2010. Uma pessoa tão influente pode perder tudo de um minuto para outro? Ao que parece, sim. Uma polêmica recente fez com que o sueco  tivesse a segunda temporada de sua série, Scare PewDiePie, cancelada pelo YouTube.

O youtuber é conhecido por seu humor sarcástico e ácido, mas passou dos limites. PewDiePie conta com uma série de vídeos com referências nazistas e discriminatórias aos judeus. Em um dos mais recentes, o sueco usou como imagem de destaque uma montagem em que dois homens levantam um cartaz dizendo "Morte a todos os judeus". Os indianos afirmam que não sabiam o que estava escrito no cartaz e foram pagos pelo youtuber para realizarem a ação.

Além do cancelamento de sua série, que era dirigida pelo mesmo produtor de The Walking Dead, Robert Kirkman, o sueco ainda perdeu seu contrato Google Preferred, uma plataforma de publicidade reservada a criadores de conteúdo mais notáveis. Isso quer dizer que ele também deve perder o apoio financeiro provido pela plataforma do Google. O sueco foi uma das primeiras atrações do YouTube Red, serviço de streaming pago que oferece conteúdo premium aos assinantes.

Disney, a "dona" do canal

Não é só YouTube que está indignado com o conteúdo antissemita publicado por PewDiePie. A Disney não ficou nem um pouco contente com a situação. A empresa é dona da Maker Studios, produtora que tem contrato com Kjellberg. Questionada por uma reportagem do The Wall Street Journal, a empresa diz que está cortando suas relações com o youtuber de 27 anos. O jornal catalogou uma série de vídeos com referências nazistas e contra os judeus, desde agosto de 2016.

"Mesmo que Felix tenha criado uma legião de seguidores com seu estilo provocativo e irreverente, ele foi longe demais", disse um representante da Maker Studios. O contrato do youtuber com a empresa garantia independência para a produção de vídeos, mas os resultados são classificados como "inadequados" pelo porta-voz.

De acordo com as diretrizes do YouTube, os criadores de conteúdo podem ser satíricos e incorporar humor de fronteira, mas "assuntos controversos ou sensíveis e eventos, incluindo assuntos relacionados à guerra, conflitos políticos, catástrofes naturais e tragédias, mesmo que as imagens gráficas não sejam mostradas" são proibidos.

O que diz PewDiePie?

Felix concorda que o conteúdo dos clipes é ofensivo, mas afirmou não ter apoiado "nenhum tipo de atitude de ódio", segundo reportagem da BBC Brasil.

Enquanto a polêmica se desenrola, o blog vai ficar ligado e conta todos os detalhes em breve.