Gutzuck YouTube muda regras e torna mais difícil ganhar dinheiro

YouTube muda regras e torna mais difícil ganhar dinheiro

Apenas canais com 4 mil horas de visualização poderão receber anúncios

YouTube muda regras e torna mais difícil ganhar dinheiro

Regras mais rígidas dificultam a disseminação de conteúdo violento

Regras mais rígidas dificultam a disseminação de conteúdo violento

Reuters/Shamil Zhumatov - 17.12.2017

O YouTube anunciou mudanças em suas regras de monetização de canais. Só poderão fazer parte de seu programa de parceiros canais com pelo menos 4 mil horas de visualizações nos últimos 12 meses e mil inscritos.

A nova política entra em vigor a partir de 20 de fevereiro e vale tanto para canais novos quanto criados anteriormente. A mudança é uma atualização da regra anterior que tinha como condição um número mínimo de10 mil visualizações antes de tornar um canal rentável.

A mudaça ocorre logo após os problemas envolvendo o youtuber Logan Paul, que filmou o corpo de um suicida na floresta de Aokigahara, no Japão. A intenção é tornar mais complicado o pagamento de valores por veiculação de publicidade a partir de conteúdos impróprios.

Segundo a empresa, a nova política removerá anúncios de um número significativo de canais, 99% deles geraram menos de US$ 100 em receitas nos últimos 12 meses. A promessa é que funcionários do YouTube também passem a analisar um número cada vez maior de vídeos a partir de março deste ano.

"Embora tenhamos criado no ano passado várias etapas para proteger os anunciantes de conteúdos impróprios, sabemos que é preciso fazer mais para garantir que seus anúncios funcionem ao lado de conteúdos que reflitam seus valores", escreveu Paul Muret, vice-presidente de exibição, video e análise do Google, escreveu em um post no blog dele na terça-feira.

Em 2017, 250 anunciantes  boicotaram o YouTube para evitar que suas marcas fossem associadas a conteúdo impróprios. Em novembro, mais de 2 milhões de vídeos foram removidos da plataforma.

No mesmo mês, uma nova onda de problemas relacionado ao serviço de vídeos infantis envolveu pelo menos 100 mil contas descritas como "predadoras", criadas para aliciar crianças.

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